A prática de exercícios físicos ao ar livre, traz inúmeras vantagens para o corpo e a mente.

A prática de exercícios físicos ao ar livre, traz inúmeras vantagens para o corpo e a mente.
''Nossa história é uma história de domínio do intelecto sobre o corpo, do senhor sobre o escravo, do patrão sobre o trabalhador. Ou seja, sempre de separação entre o corpo e a mente. Vivemos de explorar nossos semelhantes e submeter o trabalho corporal ao intelecto". Freire, João Batista - De Corpo e Alma: o discurso da motricidade / São Paulo, 1.991, cap.I, pág.27.

Música

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Corpo e Dança




Corpo (física)

Em física, um corpo (algumas vezes chamado apenas de objeto) é a coleção de massas tomadas uma a uma. Por exemplo, uma bola de baseball pode ser considerada um objeto, mas ela também consiste de muitas partículas (partes de matéria).
Especificamente, um corpo físico é um objeto que pode ser descrito pelas teorias da mecânica clássica ou mecânica quântica, e experimentada com medidas físicas. Isto inclui determinar a posição, e em alguns casos, a orientação no espaço, bem como as mudanças dele, resultado pela interação de forças.
Um corpo extenso é aquele cujas dimensões não são desprezíveis em relação às medidas envolvidas. Por exemplo um Planeta estudado de perto é um corpo extenso
Já num corpo pontual, ao contrário do extenso, suas dimensões são desprezíveis em relação as medidas efetuadas.


Corpo e Dança

Falar do homem implica também falar de seu corpo. Corpo estático, em movimento, social, corpo físico, entre outros, pois o corpo em sua idiossincrasia, ao navegar por tempos e lugares diferentes, passa a representar não apenas aquilo que se revela biológico. Mas, o corpo, como lugar onde se inscrevem os uma singularidade impressionante. O corpo pode lembrar ou ser muito parecido com o de alguéelementos culturais presentes nas experiências que os sujeitos vivem ao longo de sua existência, é a primeira forma de identificação, pois logo ao nascer somos identificados através da corporalidade, como homens e mulheres (Sayão, 2003).
Para Teixeira (2003), "ter um corpo é de m ou de outros, mas nunca é igual, até porque sua instância básica na dimensão espacial e temporal, da presença do aqui e agora, é moldada e atualizada a todo momento. Especificamente na prática da conscientização do movimento tratamos de um corpo que sabe que sente, sabe que existe e sabe que sabe que existe e sente".
Na dança, o corpo torna-se o veículo de representação de algo. Acompanhando a evolução da civilização ocidental, percebemos que a dança esteve sempre ligada a vida em sociedade, como forma de expressão de diversas culturas. Como arte, é condicionada ao tempo e espaço que habita, porém, ao mesmo tempo supera este condicionamento na medida em que envolve a criação, incita a ação reflexiva e se torna necessária ao homem que a constrói e a aprecia, como possibilidade de conhecimento, comunicação e mudança (Fischer, 1987).
Desde a origem das sociedades, é através das danças e dos cantos que o homem se afirma como membro de uma comunidade. A dança opera uma metamorfose: transformando os ritmos da natureza e os ritmos biológicos em ritmos voluntários, harmoniza a natureza e dá poder para dominá-la (Garaudy, 1980). É utilizava como linguagem corporal, para simbolizar alegrias, tristezas, vida e morte, para celebrar o amor, a guerra e a paz; principalmente como forma de expressão dos sentimentos, emoções, desejos e interesses de uma sociedade.
A dança por sua natureza esta ligada às capacidades criativas e motoras do indivíduo. Composta pelas relações estabelecidas entre o dançarino, seu instrumento (corpo) e a sociedade, através de um processo que se desenvolve conscientemente a partir de elementos existentes ou descobertos (Soares et al., 1998).
Para Pérez-Samaniego e Gómez (2001), as noções de corpo e movimento estão estreitamente relacionadas e devem ser contextualizadas antropologicamente, pois: "O indivíduo conhece o mundo através de sua entidade corporal (...) O homem seguirá vivendo toda sua existência desde e através do seu corpo (...) O homem tem um corpo, o qual está capacitado para mover-se. Graças ao movimento o homem aprende a estar no espaço (...)". Explicando que o corpo resulta de contínuas negociações de informações com o ambiente e carrega esse seu modo de existir para outras instâncias. Para entender como o movimento se aloja no corpo, por exemplo, as ciências que tratam do movimento devem ser consultadas, para compreendermos o que acontece no corpo enquanto processa as informações necessárias à sua sobrevivência, adaptação e reprodução. E, então, descobrir como o movimento se especializa a ponto de transformar em representação teatral, gesto musical, dança, acrobacia, performance, música ou seja, suas ações no mundo na forma de arte (Katz e Greiner, 2001).

Na visão de Kunz (1994), o movimento como manifestação da evolução das sociedades industriais, da ciência e da tecnologia, busca a melhora da performance, ou seja, o seu sentido funcional. Já que para Capra (1997), "a nova visão de realidade baseia-se na consciência do estado de inter-relação e interdependência essencial de todos os fenômenos - físicos, biológicos, psicológicos, sociais e culturais, transcendendo as atuais fronteiras interdisciplinares e conceituais". Desta forma, os significados direcionados ao movimento humano, conforme citados por Kunz (1994), vem corroborar este pensamento de Capra (1997), no momento em que juntos, abrangem o movimento em sua totalidade, valorizando todas as suas possibilidades. Entre eles está o sentido expressivo, o qual manifesta-se pela expressão de emoções, sentimentos, impressões, gestos, atividades esportivas, artísticas ou pela própria expressão corporal. Nesta perspectiva de expressão e vivência é que geralmente se apresenta o movimento humano na dança.
Na dança, a união entre sujeito biológico e social, observado na teoria de Wallon, enfatiza que o sujeito é determinado por um conjunto complexo de fatores biológicos e sociais, em um contexto que abarca situações internas e externas ao longo de sua historicidade no qual deve-se considerar as exigências tanto do organismo quanto da sociedade. Os processos sociais vão mediatizar o biológico em um complexo processo de subordinação do biológico ao social. Para Wallon a emoção, representada também ao dançar, é um dos principais componentes na formação do ser humano, exercendo poder no desenvolvimento humano. O meio vai agir sobre o indivíduo conjuntamente com a emoção, pois o ser humano expressa a emoção no seu corpo, na musculatura e conseqüentemente no movimento. Com a aquisição do domínio do movimento vão se disponibilizando outras formas de expressão das emoções (Mendes, 2002).
Wallon aprofunda-se na questão de emoção, atividade eminentemente social, afirmando que a emoção nutre-se do efeito que causa no outro, isto é, as reações que as emoções suscitam no ambiente funcionam como uma espécie de combustível para sua manifestação. Devido seu poder de contagio, as emoções proporcionam relações interindividuais nas quais diluem-se os contornos da personalidade de cada um. Constatando que "por meio de jogos, danças e outros ritos, as pessoas realizam simultaneamente os mesmos gestos e atitudes, entregam-se aos mesmos ritmos. A vivência, por todos os membros do grupo, de um único movimento rítmico estabelece uma comunhão de sensibilidade, uma sintonia afetiva que mergulha todos na mesma emoção. Os indivíduos se fundem no grupo por suas disposições mais íntimas, mais pessoais. Por esse mecanismo de contágio emocional estabelece-se uma comunhão imediata, um estado de coesão que independe de qualquer relação intelectual" (Galvão, 1995).
Schilder (1999), adverte que existe uma relação direta do movimento expressivo e sua relação com o modelo postural do corpo. Toda a emoção se expressa no modelo postural do corpo e que toda atitude expressiva se relaciona com alterações características do modelo postural. O modelo postural esta em contínua mudança, retornando às imagens primárias típicas do corpo, que são dissolvidas e logo cristalizadas de novo. Assim, a imagem do corpo tem traços característicos de toda nossa vida, modificando nossa imagem corporal. Conclui relatando que a imagem corporal é um fenômeno social.


O movimento pode ser combinado por estes conteúdos para facilitar ou construir padrões para a dança, esporte, lazer ou trabalho, e também explorado pelo corpo que se comunica e interage com seu meio externo. Todas as relações do indivíduo com o mundo exterior podem se estabelecer através da dança. Dança é arte que se utiliza do movimento corporal para estar no mundo. Quando dançamos oportunizamos ao corpo novas experiências, proporcionando-lhe o acesso a uma linguagem própria, pois um corpo dançando sempre quer comunicar, e sempre comunica-se com quem o assiste. Quando o corpo organiza o seu movimento na forma de um pensamento, então ele dança (Katz, 1994).
Laban citado por Cordeiro (1989), relata que são os movimentos do corpo que traduzem as formas de pensar, agir e sentir. E que, o movimento compreendido desta forma deve assumir um outro nível de importância no desenvolvimento da pessoa e na construção de sua identidade.

Para entender a construção de identidade individual e sua relação com o movimento humano, Keleman (1996) expõe:

O nosso experimentar corporal desponta como uma continuidade de sentimentos que se molda a si mesma como nós. A moldagem da nossa própria experiência é a nossa própria identidade. Quando diminuímos nosso experienciar corporal, nos sujeitamos a deixar os outros dizerem quem somos e quem devemos ser. São nossas mensagens somáticas que nos ajudam a suportar a necessidade de aprovação e dor da rejeição. Tão logo preterimos essas mensagens, começamos a adotar imagens e papéis pré-estabelecidos. Por muito tempo, bastava relacionar-se consigo mesmo e com os outros com base em papéis que nos foram entregues. Perpetuamos categorias precisas para definir a natureza de quem somos - para apontar com precisão o que é ser uma mulher, homem,etc. A maioria de nós tenta criar identidade imitando e desempenhando esses papéis pré-concebidos.


O experimentar tem relação direta com os movimentos da dança e com a imagem corporal. O movimento não deve ser apenas e unicamente compreendido desde o externo. É a expressão da possibilidade de transformar o que o corpo apresenta em si mesmo. O corpo incorpora em si a possibilidade contínua de crescer e perscrutar-se. Esta incorporação é estar em movimento. Cada expressão traz em si a possibilidade de transformação. "O movimento é sempre decorrência da história individual.
É este o interesse exclusivo da relação corpo com sua possibilidade de movimentar-se. São expressões sempre de uma mesma história individual que também se revelam através da linguagem própria deste movimento, desta forma, naquele momento da vida" (Briganti, 1987).
Ao dançar, o ser humano é individual e único, mas em um espetáculo necessitamos do outro para demonstrar um tema que queiramos desenvolver. Mendes (2002) explica a relação que Wallon faz da construção da identidade, através do papel do outro, relatando que o eu e o outro não podem existir um sem o outro, mesmo que antagonistas, ocorre à afirmação da identidade, sintetizando o que é necessário expulsar o outro dentro de si e o que possa conservar para que a pessoa venha a se apropriar e construir sua própria identidade. O papel do outro em todo processo de construção da identidade é imprescindível, pois sem ele não há possibilidade de amadurecimento da consciência. O outro determina a natureza social do homem e as interações sociais vão configurando a personalidade. A gênese do seu eu se faz através da diferenciação e da construção progressiva. A pessoa apropria-se de sua identidade como sujeito social e vai individualizando-se.
Na explicação de Goffman (1988), como sujeito social ele explica que possuímos "uma identidade social, dividida em identidade virtual (caráter que imputamos aquele individuo) e identidade real (caráter e atributos que possuímos na verdade)". E, Keleman (1996), também menciona a identidade social, relatando que cada indivíduo assume ao longo de sua vida, papéis culturais que dão forma à identidade. Papéis na sociedade quer servem a dois propósitos: para dar moldagem, ou seja, o tipo de identidade através do qual o mundo pode me categorizar e julgar; e, também para dar um sentido de continuidade interior e auto-reconhecimento, a partir do qual eu posso agir. Observa-se a relação da identidade social com o movimento, quando De La Taille, Oliveira e Dantas (1992), citam a teoria de Wallon relatando que "o movimento humano começa pela atuação sobre o meio social, antes de poder modificar o meio físico. O contato com este, na espécie humana, nunca é direto: é sempre intermediado pelo social, tanto em sua dimensão interpessoal quanto cultural".


"O indivíduo esforça-se por conseguir um conceito ou imagem satisfatória de si mesmo. Mas salienta que devemos levar em conta o fato de que este sujeito é membro de numerosos grupos sociais e que essa pertença contribui, positiva ou negativamente, para a imagem que tem de si próprio" (Tajfel, 1982).

Paul Schilder (1999), no seu livro "A Imagem do Corpo", aborda o aspecto acima citado por Tajfel, dizendo que "os seres humanos são cercados e cerceados por imagens corporais". Relata ainda que há outro modo de exterminar ou diminuir a forma rígida do modelo postural do corpo - o movimento e a dança. Toda a vez que nos movemos, o modelo postural do corpo se altera. O fenômeno da dança é uma desestruturação e uma alteração da imagem corporal. É um método capaz de transformar a imagem corporal e diminuir a rigidez de sua forma. A conexão das roupas com o corpo, se modifica consideravelmente, aumentando a sensação de liberdade em relação à gravidade e a coesão do modelo postural do corpo. Sem dúvida, a diminuição da rigidez da imagem corporal trará consigo uma determinada atitude psíquica. Assim, o movimento influência a imagem corporal e nos leva de uma mudança de imagem corporal a uma mudança de atitude psíquica.
Para Wallon citado por Galvão (2001), além de seu papel na relação com o mundo físico, o movimento tem um papel fundamental na afetividade e na cognição. Ele admite que a atividade muscular pode existir sem que se dê deslocamento do corpo no espaço. Vincula o estudo do movimento ao do músculo, responsável por sua realização. Diz que antes de agir diretamente sobre o meio físico, o movimento atua sobre o meio humano, mobilizando as pessoas por seu teor expressivo.
Dançar é certamente o melhor meio para se fazer a experiência de diálogo com o corpo: o nosso próprio e o dos outros. Dentro de todas estas questões abordadas, quanta riqueza interior o homem é capaz de se auto-conhecer?

Jogos Cooperativos



JOGO: brincadeira, divertimento, folguedo, passatempo, exercício de crianças em que elas fazem prova da sua habilidade, destreza ou astúcia.


COOPERATIVO: aquele que coopera, que age ou trabalha junto com o outro para um fim comum, que colabora, contribui ou age conjuntamente para produzir um efeito.


Jogos cooperativos são jogos feitos para unir pessoas, a preocupação não é de ganhar e sim de se divertir. Pois o jogo cooperativo não tem adversário. São Jogos com uma estrutura alternativa, onde os participantes jogam uns com os outros, ao inves de uns contra os outros



Os jogos cooperativos surgiram da preocupação com a excessiva valorização dada ao individualismo e à competição exacerbada, na sociedade moderna, mais especialmente, na cultura ocidental. Considerada como um valor natural e normal da sociedade humana, a competição tem sido adotada como uma regra em praticamente todos os setores da vida social, temos competido em lugares, como pessoas e em momentos que não precisaríamos, e muito menos deveríamos. Agimos assim como se essa fosse a única opção.

Qual será o motivo que nos tem levado a competir em momentos que não precisamos?

Hoje, já sabemos que tanto cooperação quanto competição são comportamentos ensinados/aprendidos através das diversas formas de relacionamento humano.

O que falta é uma nova postura do educador, treinador, ou seja, das pessoas significativas na vida das crianças, pois sabemos que só haverá uma mudança se as pessoas que são significativas na vida das crianças mudarem a forma de como oferecem os jogos. Pois parece que, se falo de jogo, tenho que falar de competição, criando erroneamente uma relação de sinonímia entre as palavras.

Muitas pessoas inclusive acreditam que a graça do jogo está na competição, quando sabemos que para a criança, tanto faz competir ou cooperar, o que ela quer é se divertir.

Acho que os dois (cooperação/competição) devem fazer parte da vida. Só devemos nos preocupar como passamos esse jogo, se colocarmos que vencer é a única coisa que importa, que não interessam os meios que se usem, então estaremos reforçando a cultura competitiva que nos cerca.



Se, ao contrário, mostrarmos que a pessoa é mais importante que o jogo, estaremos fazendo a nossa parte, num movimento de transformação real, tentando tornar o mundo um lugar melhor.

Os jogos cooperativos são jogos com uma estrutura alternativa, onde os participantes, "jogam uns com os outros, ao invés de uns contra os outros"

Joga-se para superar desafios e não para derrotar os outros, joga-se para se gostar do jogo, pelo prazer de jogar. São jogos onde o esforço cooperativo é necessário para se atingir um objetivo comum e não para fins mutuamente exclusivos.

Tendo os jogos como um processo, aprende-se a reconhecer a própria autenticidade e a expressá-la espontânea e criativamente. Jogando cooperativamente temos a chance de considerar o outro como um parceiro, um solidário, em vez de tê-lo como adversário, operando para interesses mútuos e priorizando a integridade de todos.

Os jogos cooperativos são jogos de compartilhar, unir pessoas, despertar a coragem para assumir riscos, tendo pouca preocupação com o fracasso e o sucesso em si mesmos. Eles reforçam a confiança pessoal e interpessoal, uma vez que, ganhar e perder são apenas referências para o contínuo aperfeiçoamento de todos. Dessa forma os jogos cooperativos resultam no envolvimento total, em sentimentos de aceitação e vontade de continuar jogando.

Na realidade, existe uma aproximação muito estreita entre jogar cooperativamente. Dependendo da orientação, da intenção e nas relações estabelecidas no contexto do jogo, este poderá ser predominante cooperativo ou competitivo tendo em geral, a presença de ambos.

O esforço em caracterizar comparativamente jogos cooperativos e jogos competitivos, não tema a intenção de opor um ao outro. Ao contrário, essa dedicação visa primeiramente, ampliar nossa percepção sobre as dimensões que o jogo e o esporte nos oferecem como campo de vivência humana. E, em segundo lugar pretende indicar que nos jogos e esportes, bem como na vida, existem alternativas para jogar além das formas de competição, usualmente sugeridas como única ou a melhor maneira de jogar e viver.

Após tudo isto, ao reconhecermos o jogo e o esporte como um campo de descoberta e encontro pessoal onde cooperação e competição são partes de um todo existindo cada qual em sua justa medida nos tornemos capazes de não mais separar para excluir, e sim, aptos para descobrir e despertar competências pessoais e coletivas que colaborem para religar uns aos outros e vivermos em comum unidade.


Jogo, Luta, Corpo - Filme Menina de Ouro




O filme “Menina de Ouro” é uma obra que foge às convenções esperadas. Não aborda questões de caráter lógico, e sim o aspecto humano em toda a sua fragilidade.
Trata da fragilidade das questões humanas, éticas e familiares, ao nos mostrar até onde pode chegar o drama da existência. Nos aponta o papel dos traumas na vida de um ser humano, e nos apresenta uma idéia de familiaridade que se constitui fora dos laços de sangue que caracterizam tradicionalmente a família.
As tentativas de constituições familiares, tais como os outros temas refletidos no filme, nos sugere que o filme de Eastwood é um retrato multifacetado clássico e elegante da realidade.
A respeito das questões morais que marcam o filme, sob a ótica das tragédias familiares, “Menina de Ouro” questiona inteligentemente a questão da eutanásia (e põe à prova todas as variações de julgamentos ético-morais acerca deste problema).
Pois, Frankie (Treinador) em uma situação delicada (fator em comum com a realidade), deveria optar por abrir mão da vida de Maggie (Lutadora)- que lhe forneceu tanto sentido para a sua vida, ou por deixá-la viver infeliz, contra a sua própria vontade.
De um lado, há a escolha por preservar a vida de outrem – tão importante para quem o preserva – que não quer ser preservado. De outro lado, há a satisfação da vontade de outrem – tão importante para quem deseja o preservar – que resulta na separação final entre dois seres unidos pelo afeto.
Diante deste impasse tão delicado e contextualizado em um cenário tão complexo, quem poderia julgar a decisão de Frank, sendo ela contra ou a favor do direito à morte?
Ademais, o que é o cinema como ferramenta pedagógica, senão um cinema que instiga a reflexão acerca de temas sociais, éticos e humanos tão complexos e delicados?



Relações entre o Filme e as Aulas:


Boxe- As pessoas não imaginam o que é boxe, boxe é Respeito, Conquista para si e tomá-lo do outro.

Maggie um mulher determinada,uma simples garçonete muito humilde que sempre sonhou em ser uma grande lutadora, assim sendo realizado seu sonho.

Procedimental: Ela como todos nós após entrar em uma acâdemia com toda a sua força de vontade sem treinador até aquele momento pelo fato do pré-conceito por sua idade e sexo, sabia o básico, ou seja o procedimento de sôcos (socar o saco de pancada e o punching ball), adquirindo sozinha assim suas próprias habilidades.


Conceitual: Feito o acordo com (Frankie), ele aceita ser o seu treinador,mas imposto por regras e que por sua vez uma pessoa muito rigorosa,limitada a dar treinamentos aos alunos da acâdemia relacionados ao MILITARISMO.Ela ao passar do tempo sabia que cada movimento feito influênciaria num golpe adversário,ou melhor descobrindo por qual motivo estaria fazendo daquela forma, flexionando os joelhos o seu sôco seria de mais pulso,aprendendo assim o objetivo do boxe.
Boxe não é somente força,tem toda uma tecnica, gingado, respiração, a manter o equíbrio e como desequilíbrar o outro, várias habilidades entrando então no (TECNICISMO).


Atidudinal: Apesar dela ter recebido muito dinheiro, ser reconhecida, ganhar quase todas as lutas participadas como queria, sua bondade não desapareceu, sempre se preoculpava com as adversárias, perguntando ao treinador se já haviam se recuperado quando quase sempre eram nocalteadas, muitas vezes achando que até deveria visita-las nos hospitais acompanhada por flores.

terça-feira, 18 de maio de 2010

Ciência, o que é?

A definição mais abrangente é a de Ander-Egg

"A ciência é um conjunto de conhecimentos racionais, certos ou prováveis, obtidos metodicamente sistematizados e verificáveis, que fazem referência a objetos de uma mesma natureza"

Etimologia

A etimologia da palavra ciência vem do latim scientia "conhecimento", o mesmo do verbo scire "saber" que designa a origem da faculdade mental do conhecimento.

Definição larga

A palavra ciência possui vários sentidos, abrangendo principalmente três acepções:

1.Saber, conhecimento de certas coisas que servem à condução da vida ou à dos negócios.
2.Conjunto dos conhecimentos adquiridos pelo estudo ou pela prática.
3.Hierarquização, organização e síntese dos conhecimentos através de princípios gerais (teorias, leis, etc.).

Definição restrita

Segundo Michel Blay, a ciência é "o conhecimento claro e evidente de algo, fundado quer sobre princípios evidentes e demonstrações, quer sobre raciocínios experimentais, ou ainda sobre a análise das sociedades e dos fatos humanos.

Pluralismo de definições


A palavra ciência, no seu sentido estrito, se opõe à opinião (doxa em grego), e ao dogma, afirmação por natureza arbitrária. No entanto a relação entre a opinião de um lado e a ciência do outro, não é também sistemático; o historiador das ciências Pedra Duhem pensa com efeito que a ciência é a âncora no sentido comum, que deve salvar as aparências.

Definição
-Empirismo

De acordo com o empirismo, as teorias científicas são objetivas, empiricamente testáveis e preditivas — elas predizem resultados empíricos que podem ser verificados e possivelmente contraditos.

Realismo científico

Em contraste, o realismo científico define ciência em termos da ontologia: a ciência se esforça em identificar fenômenos no meio, seus poderes causais e os mecanismos através dos quais eles exercem esses poderes e as fontes de tais poderes em termos da estrutura das coisas ou natureza interna.

Surgimento da Ciência

O pensamento científico surgiu na Grécia Antiga com os pensadores pré-socráticos que foram chamados de Filósofos da Natureza e também Pré-cientistas. Nesse período a sociedade ocidental, saiu de uma forma de pensamento baseada em mitos e dogmas, para entrar no pensamento científico baseado no Ceticismo.Na época de Sócrates e seu contemporâneos, o pensamento científico se consolidou, principalmente com o surgimento do conceito de prova científica, ou repetição do fato observado na natureza.
Métodos Científicos:
* É uma conjunto de regras, básica para desenvolver experiência afim de produzir novos conhecimentos.
* Para muitos autores o método cientifico nada mais é do que a lógica aplicada na ciência.
* A palavra Métodos vem do grego, Méthodos, (caminho para chegar a um fim).
- Entre vários conceitos sobre métodos podemos citar alguns: " Método é a ordem que se deve impor aos diferentes processos necessários para atingir um fim dado(...) é o caminho a seguir para chegar à verdade nas ciências" (Jolivet, 1979).
" Métodos é o conjunto coerente de procedimentos racionais ou prático-racionais que orienta o pensamento para serem alcançados conhecimentos válidos" (Bunge, 1974).

Matemática e o método científico

* A Matemática é essencial para muitas ciências. A função mais importante da Matemática na ciência é o papel que ela possui na expressão de modelos científico.
* Alguns pensadores vêem os matemáticos como cientistas, considerando os experimentos físicos como não essenciais ou as provas matemáticas como equivalentes a experimentos.
* Já outros não vêem a Matemática como ciência, já que ela não requer teste experimental de suas teorias e hipóteses.

Objetivo:

O objetivo subjacente ou propósito da ciência para a sociedade e indivíduos é o de produzir modelos úteis da realidade. Tem-se dito que é virtualmente impossível fazer inferências dos sentidos humanos que realmente descrevem o que "é". Por outro lado, como dito, a ciência pode fazer predições baseadas em observações. Essas predições geralmente beneficiam a sociedade ou indivíduos humanos que fazem uso dela.

Filosofia da ciência

A eficácia da Ciência a tornou assunto de questionamento filosófico. A filosofia da ciência busca entender a natureza e a justificação do conhecimento científico e suas implicações éticas. Tem sido difícil fornecer uma explicação do método científico definitiva que possa servir para distinguir a ciência da não-ciência.

Classificação

* Ciências empíricas

* Ciências formais

* Ciências naturais

* Ciências sociais

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Fair Play


A Prática do Fair play

O fair play está claramente vinculado à ética no meio esportivo. Suas inter-relações com o comportamento considerado exemplar por um ser humano dentro e fora da prática competitiva se tornam cada vez mais incisivas. Isso acontece porque o esporte é um fenômeno que visa equilibrar a razão, a emoção e a espiritualidade do homem através do fair play. Logo, busca promover uma mobilização em prol do comportamento e do pensamento ético se seus envolvidos (Portela, 1999).
Observando o fair play sob uma ótica comportamental, vemos que a herança de todo o comportamento humano se encontra na capacidade intelectual (atrelada a análises racionais e informativas) e no sistema motivacional (atrelada a experiência consciente e preferências pessoais) (Pugh, 1980), onde a emoção interfere na racionalidade analítica. Em meio a essa divisão, se a ética no meio esportivo se enquadra unida à parte intelectual ou à motivacional, é uma pergunta que ficaria no ar.
No entanto, uma outra forma para se assimilar de forma prática o ideal do fair play seria utilizando-a como uma espécie de educação para a reciprocidade, ou seja, identificar-se no adversário, observando que ele é uma pessoa tão importante para a prática esportiva quanto si. E, através dessa identificação, onde nos vemos no papel do oponente, o respeito aflora e surge o entendimento de que o vitorioso e o derrotado são condições instantâneas inseridas no cenário esportivo, e que podem mudar de posição em pouco tempo. Relativo a isso, pode-se afirmar que o mais importante que pode existir na realização de alguns esportes, como o tênis, por exemplo, não é o uso da raquete, nem da rede, nem da quadra, pois numa prática improvisada todos esses elementos podem ser substituídos. O mais importante para se conseguir o prazer da prática do tênis é a existência de um adversário (Cox, 1999), o que implica numa necessidade do outro e num respeito mútuo, alicerce do fair play (Mataruna dos Santos e Tercitano, 2002), uma vez que, sem o adversário, a prática do esporte torna-se impossível.


O que è o Fair Play

O fair play é simplesmente jogo limpo. Tem sua origem na sociedade aristocrática européia, e foi muito difundido pelo Barão Pierre de Coubertin idealizador dos Jogos Olímpicos da Era Moderna. O conceito de jogar limpo representa a essência de qualquer esporte. O futebol como o principal esporte praticado no mundo não pode ficar sem esta essência, pois ela representa valores como a honra e a lealdade, o respeito pelos adversários e pela arbitragem, pelos companheiros e por si próprio.
O respeito total pelas regras, princípios e códigos de conduta, obedecendo o principio da justiça e renunciando a vantagens ilícita. Assim o futebol seria como uma "escola de cidadania", ensejando a oportunidade de aprender que o sucesso é obtido não apenas através do desejo e da perseverança, mas também que é consagrado unicamente através da honestidade e da justiça.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

O Boxe




Fundamentos do boxe
Em uma luta de boxe existem regras para indicar um vencedor, manter a luta interessante para os fãs e reduzir a chance de ferimentos sérios nos boxeadores. As regras variam entre o boxe amador e o boxe profissional, e mesmo entre as organizações de boxe profissionais. Antes de uma luta importante é feita uma reunião sobre regras, a partir da qual as regras particulares para a luta em questão são explicadas.

O ringue de boxe é uma plataforma quadrada elevada com uma superfície de lona assentada sobre aproximadamente 3 cm de acolchoado. Cordas flexíveis cercam o ringue, presas a estacas de aço em todos os quatro cantos. As dimensões exatas do ringue dependem da organização sancionadora da luta. Os ringues em pequenas áreas podem ter somente 5 metros de diâmetro, enquanto o boxe olímpico permite ringues de até 6 metros de diâmetro. Algumas poucas organizações profissionais permitem ringues de até 7,5 metros de diâmetro.

Um ringue de boxe no final de uma luta

Existem várias coisas que um boxeador não pode fazer dentro do ringue. Os boxeadores não podem:

•desferir golpes abaixo da cintura
•atacar quando o oponente está caído na lona
•chutar
•atacar com cotovelos, antebraços ou a parte interna da mão (tapa)
•dar cabeçada
•morder as orelhas (você provavelmente acharia que essa regra não precisava ser declarada, mas Mike Tyson provou que você estava errado)
•agarrar-se às cordas
•enfiar o polegar no olho (na entrevista pós-luta depois de derrotar George Foreman no "Estrondo na Selva", em 1974, o olho direito de Muhammad Ali estava vermelho e inchado devido ao polegar de Foreman)
•atracar-se, abraçar ou agarrar excessivamente
Cometer qualquer um desses atos pode resultar em uma infração, o que causa a dedução de pontos pelos juízes. Cometer uma infração repetidamente ou muito flagrantemente resulta na desclassificação pelo árbitro.

Uma luta de boxe é dividida em assaltos (rounds) de dois ou três minutos, com um período de descanso de 1 minuto entre eles. Nos campeonatos, as lutas profissionais têm 12 assaltos (elas costumavam chegar a 15). Dez assaltos ou menos podem ser definidos para classificações inferiores. As lutas amadoras têm somente três, quatro ou cinco assaltos e duram dois minutos. As divisões de juniores podem ter assaltos ainda mais curtos.

Museu do Futebol

Um dia de Muito Conhecimento!!!


Alguns da Turminha


"Eloise, Suellen, Eu e Priscila"


"Estádio do Pacaembú"


Professor Maurício "O FERA", nunca vi tanta inteligência numa mente só.


Professora Maria Elena "A MÃEZONA", o que precisar é só chamar.

Professor Laércio "A NOSSA CARA", esse fala a nossa língua.

Bom... "Boa Noite", tivemos o prazer de conhecer o Museu do futebol, o que não é o meu forte mas gosto um pouco, la fiquei encantada com a decoração e as explicações claras e objetivas sobre o futebol, aprendi muita coisa que nunca havia ouvido como o início do futebol, a história em si, sobre grandes craques que nos proporcionaram muitas alegrias e tristezas e ainda pude me divertir nos jogos e brincadeiras que se encontran la no museu.

Enfim, fizemos um trabalho muito interessante onde pude obter muito mais cinhecimento sobre o futebol do que eu tinha...







O MUSEU


Em um ano de existência o Museu do Futebol já se firma como ponto turístico paulistano. Através da tecnologia e interatividade, o museu já recebeu e conquistou 370 mil visitantes, um publico que não se restringe aos amantes do futebol. Para contar a historia do esporte o museu divide seu acervo em três instalações: Anjos Barrocos, Sala de Exaltação e a Sala das Copas. Alem dos jogos em 3D, cabines que exibem vídeos de lances marcantes, narrações inesquecíveis dos mestres do radio e uma área reservada para aqueles que até hoje são considerado os dois maiores gênios, Pelé e Garrincha.


Esta viagem às memórias do esporte mais popular da Terra começa com imagens dos principais craques do passado com uma breve descrição das características de cada jogador, de Arthur Fredenreinch conhecido como “El Tigre” a Ronaldo “Fenômeno”. Na sala seguinte, através de uma seqüência de experiências visuais e sonoras o publico participa de uma simulação do comportamento de uma torcida em dia de jogo. A grande atração é a exposição que conta a historia de todas as Copas do Mundo, sempre mostrando os principais fatos que ocorreram em cada época.

Para Camila Manchini, visitante de vinte e dois anos, a exposição rompeu as barreiras do tempo. “Sempre gostei de futebol e o museu foi uma boa oportunidade de conhecer os grandes ídolos do esporte que nunca vi jogar, já que se aposentaram muito antes deu nascer”. Para outros, é mais uma opção de lazer ”É diferente dos outros museus, aqui eu pude bater um pênalti e ainda joguei pebolim” conta Renato Cavalcante. Conhecer todo o local não é tarefa fácil como explica Samuel Almeida “É a terceira vez que visito o local e confesso que ainda não consegui ver tudo com calma, é muita coisa”. E é mesmo ao todo são mais de seis horas de vídeos e cerca de mil quatrocentos e quarenta e duas fotos.


Apesar de relativamente grande o projeto conquista pela proposta de explicar como o futebol tem a ver com arte e mostrar o impacto do esporte na vida das pessoas de uma maneira divertida e totalmente inovadora. Doze meses depois da implantação do espaço, uma pesquisa de avaliação e perfil socioeconômico e cultural, realizada pela empresa ADM Museografia e Educação mostra que 70% dos entrevistados disseram que a visita ampliou os seus conhecimentos sobre a história do Brasil e que 95% recomendariam a visita mesmo para quem não gosta de futebol.

O museu conta com um espaço de quatro mil metros quadrados que comporta até 1.500 pessoas está localizado no Estádio do Pacaembu, São Paulo com funcionamento de terça a domingo, com entrada das 10h às 17h e permanência no museu até as 18h a entra e 6,00 R$ e estudante paga meia.